sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Reviews: Call of Duty: Modern Warfare 3

Após os acontecimentos de ‘Modern Warfare’ e ‘Modern Warfare 2’, o mundo enfrenta a terceira Guerra Mundial em um combate entre os russos e americanos


Grandes sofrem ataques terroristas e o capitão Price é o único que pode impedir o vilão Makarov



Melhor: Eletrizante do começo ao fim | Pior: Por ser muito bom, acaba rápido
Não é qualquer jogo que vende 6,5 milhões de unidades no primeiro dia. “Call of Duty” é um fenômeno da indústria do entretenimento e representa muito bem a atual geração dos videogames. Como um jogo consegue alcançar números tão impressionantes antes mesmo de ser lançado? Ele sobrevive as altíssimas expectativas? A resposta é: claro que sim!
“Modern Warfare 3” é exatamente aquilo que todo fã da série queria que fosse; frenético do começo ao fim em sua campanha e com milhares de opções na modalidade multiplayer. A campanha começa a 100km/h e acaba a 160km/h: uma corrida intensa com ritmo acelerado. A sensação é que, mesmo nas fases com menos ação, o mundo está acabando. E é exatamente isso que o enredo propõe e o design cumpre com eficiência.
A campanha conta com os principais personagens da série como Jonh “Soap” MacTavish e capitão Price, mas o protagonista da vez é o ex-fuzileiro russo Yuri, o melhor soldado de Nikolai – homem de confiança de Price. Além de Yuri, você comandará outros personagens em cenários variados, como França, Inglaterra e Serra Leoa.
O que nos deixou um pouco triste foi a forma com a história é narrada. Os infográficos e imagens animados antes de cada missão ajudam a ter uma ideia do que está acontecendo - e sim, eu entendo a opção de design de resolver tudo somente durante a ação -, mas seria interessante cutscenes mais cinematográficas explicando melhor o que está acontecendo. Em “Modern Warfare 1” e “2” isso acontece em determinados momentos mais “tranquilos”, em que você apenas assiste o que está acontecendo. Desta vez, a ação sempre começa no olho do furacão. Explorar melhor o enredo, ainda mais se tratando da conclusão da trilogia, seria bem-vindo.
Mas sabe aquele ditado de que “tudo que é bom, acaba logo”? Pois é, “Modern Warfare” realmente acaba logo. Parte por ser muito bom e parte por não ser muito extenso mesmo. Particularmente, não achei curto. A história é tão intensa e consegue se manter tanto tempo no topo que se tivessem mais horas de jogo eu enfartava.
MV3
Muito Conteúdo
É impossível reclamar de falta de conteúdo, porque “Modern Warfare 3” tem dois grandes outros modos: Special Ops e Multiplayer. Esse último nem é preciso comentar muito, certo? É simplesmente a modalidade online mais jogada de todos os tempos. Vi muita gente criticar o multiplayer de “MW3” por ser “mais do mesmo”. Não deixa de ser verdade, mas está longe de ser um defeito. Se você fosse a produtora, iria mesmo mudar tudo apenas para dizer que fez diferente? Claro que não. As mudanças necessárias foram feitas: novos modos, personalização de armas e níveis. Aliás, as novidades foram bem mais agradáveis do que as realizadas em Black Ops.
Mas o grande destaque de “MW3” é o Special Ops, modo cooperativo que voltou extremamente mais robusto. Além de um sistema de nível exclusivo, a modalidade Survival estreia pegando emprestado muita coisa de Zombies, de “Black Ops”. Só isso já valeria, mas ainda existem mais de 15 missões incríveis que desafiam sua habilidade e velocidade. Special Ops é desafiante para iniciantes e veteranos na série - jogar com um amigo (online ou com tela dividida) é melhor ainda.
Em uma das missões, é preciso salvar dois reféns e esperar o resgate do helicóptero enquanto mais de 100 inimigos (ou quase) invadem o cenário. Em outra, você troca tiros dentro de um avião em movimento – exatamente como na missão extra do primeiro “Modern Warfare”. Em cada uma são contabilizados pontos que somam sua velocidade, eficiência e demais fatores variados. Ah, e todas com um plano de fundo envolvendo fatos da história do jogo.
MV3
Mais do mesmo, sim. E daí?
Tecnicamente, “Modern Warfare 3” continua impecável. Se alguém disse que o motor gráfico já dava sinais de envelhecimento, recomendo visitar urgentemente um oftalmologista. A engine não só proporciona visuais incríveis, mas também momentos emocionantes. Para não dar spoilers, fica apenas a dica: jogue a missão de Londres até o final e depois me diga se é ou não fantástico. Cena digna de “Uncharted”.
Com tanto conteúdo, novamente “Call of Duty” justifica cada centavo cobrado. Neste ano, a novidade é o Elite, espécie de rede social que integra toda as estatísticas e demais funcionalidades de clãs e campeonatos. É um produto pago recomendado para aqueles que jogam muito e que gostam de competir, mas também possui funcionalidades gratuitas muito interessantes. Algo como a Bungie fez com “Halo” em seu site e agora a 343 Industries está fazendo com Halo Waypoint. Estatísticas sempre são divertidas, ainda mais quando as suas são melhores que a dos seus amigos.
Criticam “Modern Warfare 3” por ser mais do mesmo. Ele realmente é: faz tudo que os anteriores fizeram com a mesma competência e qualidade. Não entendo qual o problema que as pessoas enxergam nisso. Existem mais de 8 milhões de jogadores que, somente na primeira semana, mostraram que querem mais do mesmo sim. E, com certeza, todos estão muito satisfeitos!
Nota: 9,5
Plataformas: _Xbox 360_ | _PS3_ | _PC_



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Converse No Chat

|